Reforma tributária 2026: o que muda na emissão de notas fiscais com o início do IBS e CBS

O ano de 2026 marca um ponto de virada histórico no sistema tributário brasileiro. Com o início da fase de testes da Reforma Tributária, a teoria começa a se transformar em prática, exigindo atenção imediata de todos os empresários. A mudança mais palpável e urgente para a rotina das empresas é a obrigatoriedade de inclusão do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos documentos fiscais eletrônicos.

Neste artigo detalhamos o que sua empresa precisa saber para se adequar a essa nova realidade desde o primeiro dia de janeiro, garantindo a conformidade e evitando surpresas na fase de transição.

O início da transição: IBS e CBS em 2026

A Reforma Tributária, promulgada pela Emenda Constitucional nº 132/2023, estabelece um período de transição que se inicia em 2026. O objetivo é substituir cinco tributos atuais (PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS) por dois Impostos sobre Valor Agregado (IVA): a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS, de competência federal) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, de competência estadual e municipal).

A partir de 1º de janeiro de 2026, iniciou-se a fase de testes, também conhecida como “Ano de Calibragem”. Embora a cobrança efetiva dos novos tributos ainda não ocorra de forma plena, a legislação exige que os contribuintes comecem a se preparar, e isso passa diretamente pela emissão de notas fiscais.

O que muda na emissão de documentos fiscais?

A principal mudança operacional é a necessidade de destacar o IBS e a CBS nos documentos fiscais eletrônicos (NF-e, NFS-e, CT-e, etc.).

Obrigatoriedade de destaque:

  • Inclusão de campos: Os layouts dos documentos fiscais eletrônicos serão atualizados para incluir campos específicos para o IBS e a CBS.
  • Informação detalhada: Mesmo que a alíquota de cobrança seja zero ou reduzida nesta fase inicial, a informação sobre a base de cálculo e o valor teórico dos novos tributos deve ser incluída.
  • Objetivo: O objetivo desta obrigatoriedade é permitir que o Comitê Gestor e a Receita Federal calibrem as alíquotas e testem os sistemas de arrecadação e de split payment (pagamento dividido) que serão implementados integralmente nos anos seguintes.

5 Passos práticos para a adaptação imediata

A adaptação à Reforma Tributária não é um projeto para o futuro; é uma tarefa para ser iniciada agora. Listamos 5 passos práticos que sua empresa deve tomar em janeiro de 2026 para garantir uma transição segura:

Passo 1: Atualização urgente dos Sistemas de Gestão (ERP)

A primeira e mais crítica ação é garantir que o seu software de gestão (ERP) e o seu sistema de emissão de notas fiscais estejam atualizados.

  • Verificação: Entre em contato com o fornecedor do seu sistema para confirmar a compatibilidade com os novos layouts e a inclusão dos campos de IBS e CBS.
  • Teste: Realize testes de emissão de notas fiscais em ambiente de homologação para garantir que os dados sejam transmitidos corretamente.

Passo 2: Mapeamento de produtos e serviços

A nova legislação exige uma classificação detalhada de todos os itens comercializados.

  • Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM): Revise a NCM de todos os seus produtos, pois a alíquota do IBS/CBS será aplicada com base nessa classificação.
  • Códigos de Serviço: Para prestadores de serviço, a classificação dos serviços deve ser rigorosamente revisada.

Passo 3: Treinamento da equipe fiscal e financeira

A fase de testes é o momento ideal para capacitar sua equipe.

  • Novos conceitos: Garanta que os colaboradores entendam os conceitos de IBS e CBS, a não-cumulatividade plena e o mecanismo de split payment.
  • Rotina de emissão: Treine a equipe responsável pela emissão de notas para que o preenchimento dos novos campos seja feito sem erros.

Passo 4: Revisão de contratos e acordos comerciais

A forma como os impostos são repassados e creditados mudará.

  • Cláusulas contratuais: Revise contratos de compra e venda, fornecimento e prestação de serviços para garantir que as cláusulas tributárias estejam alinhadas com o novo regime.
  • Preços: Embora a cobrança plena não tenha começado, o impacto futuro no preço final deve ser considerado no planejamento de longo prazo.

Passo 5: Diálogo constante com a contabilidade

A regulamentação da Reforma Tributária é dinâmica e está em constante evolução.

  • Monitoramento: A PSG Contábil está monitorando de perto todas as Notas Técnicas, Atos Declaratórios e regulamentações do Comitê Gestor e da Receita Federal.
  • Consultoria: Utilize a consultoria da PSG para interpretar as novas regras e aplicá-las de forma segura ao seu negócio, transformando a complexidade em vantagem competitiva.

A Reforma Tributária é uma realidade que já teve início. Não espere a cobrança efetiva para se movimentar. A preparação agora é a chave para evitar multas e garantir uma transição suave para o futuro fiscal do Brasil. Fale com a PSG Contábil e garanta que sua empresa esteja 100% preparada para o novo cenário tributário.

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